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    Festa da cultura árabe em Campinas - SP

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    Festa da cultura árabe em Campinas - SP

    Mensagem  PLivre em Seg Nov 30, 2009 2:09 pm

    Um evento com música, dança e comida típica encerrou neste domingo a 28ª Semana da Cultura Árabe em Campinas. O município do interior paulista tem cerca de 80 mil descendentes de árabes.

    Campinas – Com música, dança e comida tipicamente árabe o município de Campinas, no interior de São Paulo, encerrou a 28ª Semana da Cultura Árabe, neste domingo (29). A comemoração aconteceu no Centro de Convivência Cultural Carlos Gomes e celebrou também o Dia Internacional de Solidariedade ao Povo Palestino, que é festejado mundialmente no dia 29 de novembro, e o Aniversário da Independência do Líbano. A cidade de Campinas, que abriga 80 mil descendentes de árabes, promove anualmente, desde 1981, a Semana Árabe.

    “A comunidade (árabe) é bem grande aqui e tem contribuído muito para cidade de Campinas”, declarou o vice-prefeito Demétrio Vilagra. De acordo com ele, é característica da cidade a abertura para todas as comunidades e culturas. “Nós temos uma relação muito estreita com estes povos e estamos sempre abertos a receber todos os povos que tragam cultura que agregue à nossa”, disse. Na Semana da Cultura Árabe teve também uma mostra cultural.

    O evento de domingo foi organizado pelo Instituto Jerusalém do Brasil e teve apoio da Câmara de Comércio Árabe Brasileira. “Foi um enorme prazer ter estado aqui em Campinas para celebrar o Dia da Cultura Árabe e do evento de Jerusalém como capital da cultura n o mundo. É um prazer muito grande para a Câmara ter participado neste evento”, afirmou o presidente da Câmara Árabe, Salim Taufic Schahin, que esteve no evento.

    O embaixador da Palestina no Brasil, Ibrahim Alzeben, presente na comemoração, ressaltou a importância da cultura como fator de aproximação entre os povos. “A cultura é o meio mais civilizado para nos entrelaçarmos como seres humanos. É uma língua internacional que deve prevalecer no contato entre os povos. Pode substituir qualquer linguagem”, disse Alzeben.

    A ocasião também celebrou o projeto da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (Unesco) e da Liga Árabe, que instituiu Jerusalém como capital da cultura árabe. O projeto de capitais culturais foi lançado em uma conferência das Nações Unidas, em 1982, com o objetivo de estabelecer um diálogo cultural entre os povos do mundo. A primeira cidade nomeada como capital da cultura árabe foi o Cairo, no Egito, em 1996. Agora, em 2009, Jerusalém foi a cidade selecionada.

    O evento contou com apresentação da Orquestra Brasileira de Percussão Árabe, formada por jovens carentes de Campinas. O grupo é composto por jovens de 10 a 14 anos, da rede pública de ensino. Sob orientação do músico Willian Bordokan, eles aprendem a tocar cinco instrumentos de percussão árabe: derbake, daf, ketem, tabel e snukes. Eles arrancaram aplausos do público presente. O projeto da banda, levado adiante pelo Instituto Jerusalém, tem apoio do Ministério da Cultura e Prefeitura de Campinas.

    Também foram feitas apresentações de danças folclóricas e do ventre e houve show do grupo de Sami Bordokan, com música árabe. O público pôde ver ainda objetos e roupas árabes em exposição.

    LINK: http://www.anba.com.br/noticia_artes.kmf?cod=9228903


    _________________
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    Re: Festa da cultura árabe em Campinas - SP

    Mensagem  Vitor mango em Sab Dez 05, 2009 1:50 pm

    para perceberem a razão porque o Brasil sabe conviver com povos credos e religiões terão que desfolhar muita historia
    Depois nunca confundir o que foi a colonização Espanhola da Portuguesa
    ==============================
    Moçárabes



    Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.



    Ir para: navegação, pesquisa



    Arco com arabescos moçárabes no Alhambra.






    "Casa de Pilatos" em Sevilha - o Gabinete.





    Os moçárabes (do árabe مستعرب musta'rib, "arabizado"‎)[1] eram cristãos ibéricos que viviam sob o governo muçulmano mouro no Al-Andalus. Seus descendentes não se converteram ao Islã, mas adotaram elementos da língua e cultura árabes. Eram principalmente católicos romanos de rito visigótico ou moçárabe.
    Diversos dos moçárabes eram descendentes dos antigos cristãos
    hipano-romano-góticos que se tornaram falantes do árabe durante o
    domínio muçulmano. Muitos também eram o que o arabista Mikel de Epalza
    chama de "neo-moçárabes", europeus do norte que foram para a península Ibérica e adotaram o árabe, entrando assim na comunidade moçárabe.
    Alguns eram cristãos árabes e berberes, juntamente com convertidos muçulmanos ao cristianismo os quais, na qualidade de falantes do árabe, sentiam-se à vontade entre os moçárabes originais.
    Os enclaves moçárabes eram encontrados em grandes cidades muçulmanas, especialmente Toledo, Córdoba, Saragoça e Sevilha.

    Índice





    //

    [editar] Língua moçárabe



    Mapa cronológico mostrando o desenvolvimento das línguas do sudoeste da Europa entre as quais o moçárabe.





    Artigo Principal: Língua moçárabe
    O moçárabe é uma língua românica extinta da Península Ibérica.
    [editar] História do idioma


    O número destes moçárabes era particularmente grande na parte
    meridional da península, mas não se pode supor que todos os moçárabes
    aceitaram plenamente a língua dos dominadores; muitíssimos, se não a
    maior parte, seguiam usando o romance (esse sim, com grande influência
    árabe), pelo menos como língua familiar, e empregavam o árabe como
    língua cultural. Um dos mais poderosos meios de penetração de elementos
    aloglóticos eram constituídos pelos bilíngues e os moçárabes por que a
    eles se deve em grande parte a entrada abundante de elementos árabes no
    léxico das línguas ibero-românicas. À medida que a Reconquista cristã avançava para o sul, a velha população cristã ia incorporando elementos moçárabes sempre novos.
    Se aos habitantes dos territórios independentes (ou dominados pelos
    árabes por um espaço de tempo bastante breve) era fácil aceitar as
    expressões árabes ao copiar instituições ou objetos de grande
    importância, os moçárabes, que viviam ou haviam vivido em contato
    direto e prolongado com seus dominadores, sem conhecer uma vida
    cultural intensa em língua românica, deixavam penetrar na sua língua
    não só tais denominações de instituições e objectos importantes, como
    também designações de coisas e objectos de valor secundário.
    O moçárabe em território espanhol


    Durante a Reconquista, nos séculos posteriores ao século XI, com o desmembrar do Califado de Córdoba,
    o número de arabismos cresceu consideravelmente. Nos territórios que
    são hoje a Espanha, a penetração do castelhano, desde meados do século
    XI, começou a predominar sobre as demais línguas, de forma que os
    modernos dialectos da Espanha
    meridional podem se considerar, com justa razão, não como continuações
    dialectais do românico local, e sim como posteriores sobreposições de
    elementos espanhóis centrais e setentrionais em território de população
    escassa, arabizada na maior parte.
    Em Aragão e Castela, a Antiga (Castilla la Vieja), restaram muitos textos aljamias isto é, textos em romance neolatino navarro-aragonês e espanhol arcaico, porém escritos em alfabeto árabe. A seção de manuscritos da biblioteca Rainha Sofia disponibiliza alguns.
    Dialetos


    É provável que as variedades moçárabes não tiveram dificuldades de compreensão com as variedades do português, castelhano e catalão,
    que entraram em contato após a Reconquista em cada zona em que se
    falava o moçárabe. A variante do romance moçarabe falado na região
    conquistada por Portugal é conhecida como moçarabe-lusitano.
    Provavelmente estas variedades sofreram algumas modificações,
    lentamente, na direção da nova língua dominante, desaparecendo como
    dialetos separados identificáveis no século XIII. Ou seja, duzentos
    anos após o início da Reconquista, as variedades moçárabes se tornaram
    extintas. Restaram no entanto inúmeros documentos aljamias, isto é, em
    romances castelhano, galego-português e navarro-aragonês, porém
    escritos no alfabeto árabe. As bibliotecas Reina Sofia (em Espanha), e
    a Nacional do Paio (Portugal) têm-nos em grande quantidade nas secções
    de incunábulos.
    Não mais concernindo ao aspecto cultural e lingüístico, porém ao
    social, muitos moçárabes foram considerados mouriscos, isto é,
    muçulmanos convertidos ao cristianismo. e vice-versa. Em 1.625, devido
    à desconfiança de que estes cristãos novos fossem falsamente
    convertidos, ou seja de que fossem muçulmanos às ocultas, tal qual
    muitos dos cristãos novos marranos (judeus convertidos) eram
    cripto-judeus,foi decretada sua expulsão. Com a expulsão dos mouriscos
    de Espanha, milhares permaneceram fazendo-se passar por moçárabes. Dos
    que foram expulsos, grandes contingentes dirigiram-se às
    recém-descobertas terras de América, sobretudo México, Guatemala, Grã
    Colômbia e Argentina.
    Sugere-se que, durante este processo de absorção, o moçárabe exerceu
    certa influência sobre as cada vez mais numerosas variantes
    setentrionais, mas a única prova clara desta influência está no
    vocabulário, visto que é clara a presença de alguns moçarabismos no
    espanhol e em outras línguas. É também provável que muitos dos
    arabismos presentes no espanhol, português e catalão chegaram a estas
    línguas através da mediação do moçárabe.
    Observando-se que a escrita moçárabe não era habitual, nunca surgiu
    uma língua padrão, além do que a diferença do falar entre cidades tão
    distantes (como, por exemplo, Valência, Córdoba e Lisboa) era bastante
    acentuada.

      Data/hora atual: Seg Dez 18, 2017 8:53 am