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    Não se esqueça da Nakba 15 de maio

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    Não se esqueça da Nakba 15 de maio

    Mensagem  Isabela em Qua Maio 13, 2009 6:12 am

    Os judeus martelam tanto na nossa cabeça o holocausto judaico, mas não se esqueçam que há um dia onde os palestinos lembram o seu sofrimento também.
    .
    Os palestinianos chamam ao que lhes aconteceu em 1948 a Nakba – a palavra árabe para catástrofe. Foi perpetrada por líderes sionistas que tencionavam formar o estado de Israel em terras palestinianas sem os palestinianos.
    Durante a Nakba, quase um milhão de palestinianos (metade da população nessa altura) foram brutalmente afastados das suas terras, aldeias e casas, fugindo apenas com os bens que conseguiram levar. Muitos foram violados, torturados e mortos. Para garantirem que não haveria nenhuma razão para os palestinianos regressarem, as suas aldeias e mesmo muitas oliveiras e laranjeiras foram tão eficientemente arrasadas que sobram poucos restos visíveis. Quando a Nakba terminou, tinha havido 31 massacres documentados e provavelmente outros. Cerca de 531 aldeias e 11 bairros urbanos foram esvaziados dos seus habitantes.
    Os antigos nomes árabes das aldeias e ruas foram hebreizados. Mesquitas e igrejas cristãs antigas foram destruídas. Parques temáticos, florestas de pinheiros (árvores não nativas da região) e colonatos israelitas foram estabelecidos sobre muitas das antigas aldeias palestinianas. Tudo isto visava eliminar qualquer vestígio físico de que a terra tinha pertencido aos palestinianos.
    http://www.paginavermelha.org/noticias/071210-palestina-nakba.htm
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    Isabela
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    Algo programado?

    Mensagem  Isabela em Qui Maio 14, 2009 6:48 am

    Eae, alguém vai fazer algo?
    Eu vou colocar a bandeira da palestina como avatar, enviar um email pros amigos falando que existe esse dia e usar meu lenço ( que uso quase todos os dias, já).
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    Re: Não se esqueça da Nakba 15 de maio

    Mensagem  PLivre em Dom Maio 17, 2009 2:41 pm

    Recebi vários e-mail a respeito,muito legal a iniciativa de compartilhar!


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    Re: Não se esqueça da Nakba 15 de maio

    Mensagem  PLivre em Dom Maio 17, 2009 2:50 pm



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    15 de maio de 1948 – A Guerra que não terminou

    Mensagem  Isabela em Qua Maio 20, 2009 5:54 am

    Israel e a limpeza étnica da Palestina -

    por Vinicius Valentin Raduan Miguel*

    Todos os anos, nesta data, é relembrado o que os árabes/palestinos chamam de Al’Nakba (A Catástrofe) ou o que os judeus-israelenses comemoram como a Guerra de Independência, quando o Estado de Israel foi criado.

    Uma problemática acompanhou a criação do Estado de Israel: Israel é um projeto que prega a exclusividade étnica e lingüística de um grupo (judeu/hebraico) em detrimento de todos os outros. A questão posta nos anos iniciais da colonização era “como lidar com a população árabe que lá vivia?”. A solução encontrada foi uma deliberada e metódica eliminação física e cultural dos povos tradicionais, uma prática que encontra seu conceito jurídico na definição de “limpeza étnica”. Desta forma, no ano de 1948, 531 vilas, 11 áreas urbanas e 30 cidades foram totalmente destruídas. No total, aproximadamente 800.000 pessoas (mais do que metade da população na época) foram expulsas (1) formando a atual massa de quatro milhões de refugiados que habitam os países vizinhos.

    Relembrar este dia é fundamental, pois marca uma data que tragicamente não terminou. A Guerra de 1948 não terminou por duas razões: (a) Israel se recusa a reconhecer o crime que cometeu e, desta maneira, aceitar as responsabilidades advindas de sua prática, como aceitar o retorno dos refugiados e/ou indenizar os sobreviventes expulsos de suas terras e; (b) o fator ideológico que motivou a guerra persiste. Em outras palavras, o projeto de Israel enquanto Estado sem árabes continua e a prática de limpeza étnica é um fantasma constante.

    A analogia com o apartheid (2) é evidente: um Estado de brancos sem negros é inaceitável, mas um Estado de judeus sem árabes é permissível. Esta é a origem de todos os conflitos na região – muito além da concepção reducionista de embate apocalíptico-religioso em que uma aliança “Européia/Ocidental/Cristã” da “bondade” enfrenta os “malvados” “Orientais/Muçulmanos/Anti-Cristãos” (3). Mas contestar esta prática racista é violência e a violência do fraco, mesmo que injustificada e em resposta a uma prévia violência, é terrorismo. Em contrapartida, a violência do poderoso se justifica e apresenta-se como legítima defesa!

    Falar em enfrentamento entre Israel e Palestina esconde ainda outros problemas, não menos sutis. Mascara-se propositalmente que Israel é um Estado e a Palestina não existe enquanto tal. A Palestina persiste em um limbo jurídico definido como “territórios ocupados”, uma condição em que a potência ocupante é responsável de fato pela administração. É sob estes fatos ignorados e falsificados pela mídia que é preciso entender os últimos acontecimentos na região, como a guerra em 2006 contra o Líbano e o recente massacre em Gaza, iniciado em dezembro de 2008.

    A violência israelense, como todas as agressões colonialistas são desproporcionais. Na Guerra de 2006 contra o Líbano, por exemplo, são 44 civis israelenses mortos contra 1191 civis libaneses; na Guerra de 2008-2009 contra Gaza foram 3 civis israelenses contra 926 civis palestinos. Mas não só de nefastas estatísticas que se faz a desproporcionalidade. A cobertura histórica também é desproporcional e são poucas as menções feitas à tragédia árabe-palestina de 1948, contribuindo para seu “apagamento”.

    Neste sentido, a maior eliminação provocada por este verdadeiro crime de limpeza étnica foi a supressão do acontecimento da História, de maneira que ninguém sequer menciona este outro holocausto. Contra isso, celebrar o Dia da Catástrofe é lembrar. É um projeto educativo denunciando a limpeza étnica da Palestina como um projeto inacabado de Israel. Lembrar os métodos e práticas israelenses que se arrastam do passado até os dias de hoje devem servir para impedir que o plano de eliminação da Palestina se concretize. Repetindo o mantra que já nos acostumamos a ouvir: Nunca mais!

    (*) O autor é cientista social pela Universidade Federal de Rondônia, mestrando em Ciência Política pela Universidade de Glasgow, Escócia.

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    Re: Não se esqueça da Nakba 15 de maio

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